LiDAR: Sensoriamento Remoto II, Prof. Dr.Ing. Jorge Centeno - UFPR

LiDAR - Mínimo do bloco

No exemplo ao lado encontra-se representado um trecho de um levantamento LiDAR aerotransportado. Alguns pontos foram interceptados pela vegetação ou construções e a interpolação de um modelo não refletiria a variação do terreno.
Para detectar os pontos no terreno é assumido que, se pelo menos um ponto atingiu o solo, esse ponto tem a cota mínima. Como a variação do terreno não é abrupta, é ainda suposto que outros pontos com cota parecida ao mínimo na proximidade também podem ser considerados do terreno. Claro, que, na medida em que a distância ao ponto mínimo cresce, a probabilidade desta suposição diminui. Ela é válida só na região mais próxima ao mínimo.

Então, o método consiste em delimitar uma região na nuvem e detectar o mínimo, considerando este ponto como sendo do terreno. A seguir é fixado um limite de tolerância na direção vertical e todos os pontos na região cuja cota seja próxima ao mínimo são considerados como do terreno. Aqueles com cotas mais altas são descartados.
H < MIN + TOL
Esta análise é repetida, deslocando a região ao longo de toda a nuvem de pontos. Os pontos classificados como "terreno" são então usados para interpolar um modelo digital da superfície do terreno. Este modelo é chamado também de MDT Modelo Digital do Terreno. A escolha do melhor limiar de TOL-erância depende do relevo. Em locais planos o valor pode ser pequeno. Já em locais acidentados deve-se usar uma tolerância maior.

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Jorge Centeno: centeno@ufpr.br